Relevância
Publicado em 20/12/16
Armando Ferrentini*        
 
Da maior importância para todos que de uma forma ou de outra militamos no segmento da comunicação comercial, o reconhecimento pelas principais entidades de classe, que devem ser desenvolvidos esforços para a retomada do papel de valor da publicidade. O ingresso da mídia digital em um mercado até somente analógico causou confusão na interpretação da importância dos meios.
 
A facilidade e a instantaneidade com que o anunciante pode se comunicar com o público-alvo através dos meios digitais, aliadas ao fator custo, fizeram com que o digital passasse a merecer todos os aplausos e preferências de quem paga a conta. Ainda mais que aparentemente a conta foi reduzida, provocando palmas e grande admiração das marcas.
 
Com o passar do tempo e a verificação de que o digital não era exatamente o "Grande Irmão" no ambiente publicitário, que requer – quer queiram, quer não – um certo glamour nas mensagens que, por sua vez, assim envolvidas, tendem a produzir os bons resultados de sempre, as pedras voltaram a ser recolocadas no tabuleiro desse intenso jogo de xadrez em que se transformou a conquista do consumidor. 
 
Como em toda grande batalha, porém, há muitos ferimentos que necessitam de cura nos contendores. Do lado essencialmente publicitário, os criadores e produtores da comunicação reconhecem que a guerra então ainda travada contribuiu, entre outros fatores, para que fosse colocada em dúvida a relevância da própria propaganda. As lideranças do setor estão, porém, acordando e percebendo que há uma missão urgente a ser cumprida: a do resgate da relevância da comunicação comercial.
 
No dizer de Gláucio Binder, presidente da Fenapro, há esse reconhecimento e a chamada para o lado até então oculto de uma batalha que mais desviou as atenções do que produziu novas formas de se obter resultados ainda mais satisfatórios: “Vamos retomar nossa percepção de relevância na medida em que formos percebidos como muito mais que intermediários”.
 
Podemos completar lembrando que essa revalorização passa pelo reconhecimento dos meios tradicionais, dentre os quais desponta o mais eficaz de todos, que é a TV aberta. As novas mídias não matam suas antecessoras. Sua chegada ao ainda sutil mercado da comunicação publicitária complementa o existente, não o extingue.
 

*Jornalista, diretor da Editora Referência (jornal Propmark, e revistas Marketing e Propaganda) 



Voltar


 
Comentário    

Informe as palavras abaixo


  Trocar imagem

NEWSLETTER