Catarinenses despontam no mercado de agências com perfil tecnológico
01/07/16

Fenapro destaca perfil competitivo das agências catarinenses pelo acesso às novas tecnologias e adaptação de modelo de negócio às demandas dos anunciantes

Quem são as agências de propaganda no novo cenário da comunicação de marcas e quais os seus desafios diante de adequações que a tecnologia exige, há décadas? Este ambiente que não é apenas midiático, mas de hábitos de consumo e de negócios é quem dá as regras e, neste processo, as agências de propaganda passaram, ao longo dos anos, por inúmeras transformações.

O Sinapro/SC reproduz em Santa Catarina a estratégia nacional adotada pela Federação Nacional das Agências de Propaganda - Fenapro - em busca do novo modelo para as agências se manterem atualizadas e competitivas. O mais recente desdobramento deste trabalho conjunto foi a participação catarinense na pesquisa sobre o perfil das agências e dos mercados regionais, que a Federação realizou em 2015. Os resultados deste estudo e também do Design Thinking da Propaganda, em diferentes regiões brasileiras, foram apresentados ao mercado catarinense, no último dia 14, pelo superintendente da Federação Nacional das Agências de Propaganda, Alexis Pagliarini. Conversamos com ele sobre o encontro com os agentes do setor, em Florianópolis e, nesta entrevista, o executivo aponta caminhos para agências de todos os portes, independentemente de sua atuação ser local, estadual, regional ou nacional.

Sinapro/SC - Tivemos uma presença grande de agências, isso demonstra avanço para os objetivos da Fenapro com Sinapros?

Alexis Pagliarini - A Fenapro está preocupada em atuar no sentido de contribuir com as agências de forma a melhorar sua atuação no mercado. A identificação de caminhos para garantir a sustentabilidade das agências é um dos pontos focais da Federação. A grande presença de agências mostra o bom nível de interesse pelas ações da Fenapro e o reconhecimento de que estamos no caminho certo.

Sinapro/SC - Sobre o design thinking, como as agências regionais podem adequar-se ao modelo que hoje o anunciante precisa e quer?

Alexis Pagliarini - Há diversos pontos que afloraram no processo do design thinking e que podem ajudar as agências a repensarem seus negócios, sejam elas de qualquer porte ou independentemente de onde estejam localizadas.

Os insights principais foram estes:

MI BUSINESS, SU BUSINESS:  A agência do futuro é aquela capaz de se envolver profundamente no negócio do cliente entregando mais e sabendo cobrar por isso.

QUALIFICAÇÃO E MULTIDISCIPLINARIDADE: A agência do futuro é aquela capaz de inspirar, contaminar, envolver e estimular talentos.

A TÁVOLA REDONDA: A agência do futuro é aquela que não funciona em silos e entende o poder da multidisciplinaridade e do compartilhamento.

IMPLOSÃO OU EVOLUÇÃO? A agência do futuro é aquela que abraça a evolução contínua e não tem medo de viver em modo beta.

HUB DE IDEIAS: A agência do futuro é aquela que sabe fazer valer a essência da nossa indústria: estamos no negócio das ideias.

UNIÃO: A agência do futuro é aquela que entende e põe em prática  o real poder da frase "a união faz a força".

FELICIDADE: As agências devem procurar criar um ambiente mais lúdico e inspirador na sua atuação. Desde as instalações do seu escritório até a forma com que desenvolve seus trabalhos. É preciso resgatar o lado charmoso e descolado da propaganda. É preciso buscar a felicidade.

Sinapro/SC - A origem digital de agências em SC confere com a realidade nacional? Por outro lado, a pesquisa do setor revela a adaptação das agências tradicionais às demandas digitais de novos e antigos clientes?

Alexis Pagliarini - A pesquisa mostrou que as agências ditas tradicionais estão rapidamente se adequando ao momento da comunicação sem linhas divisórias entre on e offline. Aproximadamente  50% da mostra declararam que já atuam no meio digital com desenvoltura. É inevitável que este número suba, já que o campo das ações digitais não para de crescer. O fato de Santa Catarina ter um polo desenvolvido na área digital é um diferencial importante. Mas é preciso enxergar o todo. O mundo da comunicação moderna não pode ser dividido por digitais e não digitais.



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